terça-feira, 24 de setembro de 2019

Escolas e alunos recebem 413 mil mudas de árvores nativas

Ao plantar uma muda de aroeira pimenteira de pouco mais de 1 metro nesta segunda-feira (23), no jardim do Colégio Estadual Maria Gai Grendel, no bairro Caximba, em Curitiba, o governador Carlos Massa Ratinho Junior deu início oficialmente o Programa Paraná Mais Verde, de arborização rural e urbana.

São 413 mil mudas de espécies nativas do Estado, já levadas a todas as escolas estaduais de todos os municípios. O programa pode chegar a 700 mil novas árvores com a participação, no plantio, de órgãos estaduais e municipais e da comunidade.



O Paraná Mais Verde, afirmou o governador, é uma demonstração da estratégia do Governo de aliar desenvolvimento ambiental, econômico e social. “O Paraná ganha uma nova e imensa floresta a partir de agora, com o plantio de mais de 400 mil mudas. Mostramos que sim, é possível aliar desenvolvimento econômico, social e ecológico”, ressaltou Ratinho Junior. “É possível preservar e crescer”, completou.

O plantio acontece durante todo o dia nas 2.146 escolas da rede pública estadual, nos 399 municípios paranaenses. Cada secretário de Estado e dirigente de autarquias adotou, enquanto padrinho, o plantio em um colégio. A iniciativa é alusiva ao Dia da Árvore, celebrado no sábado (21), e marca também o início da Primavera. Além das unidades escolares, são distribuídas mudas para que os alunos possam levar para casa, além da implantação de viveiros municipais e de hortas comunitárias.

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL – O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, destacou o grande trabalho logístico que permitiu que as mudas chegassem a todas as cidades do Paraná. A distribuição envolveu Defesa Civil, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Secretaria de Estado da Educação e Esporte, Sanepar, Copel, Corpo de Bombeiros e prefeituras.

“Graças a esse trabalho coletivo é que conseguimos tirar do papel a maior ação de conscientização do País. Uma conscientização para o futuro do Paraná e do Brasil”, afirmou Nunes.



Consciência ambiental que será explorada também dentro das salas de aula, ressaltou o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder. “A criança que pega uma muda, leva para casa, planta e mostra para a família, aumenta e muito a conscientização sobre o meio ambiente. Precisamos cada vez mais ensinar os jovens a preservar”, disse.

EMPOLGAÇÃO – A ação no Maria Gai Grendel empolgou os alunos. Victor Hugo Gonçalves Batista, de 13 anos, da 8ª série, fazia planos de aumentar o jardim que conserva com a família em casa, ajudando o entorno a respirar melhor. “Precisamos de um planeta melhor para todos. Sem contar que a jardinagem é uma grande terapia também”, afirmou.

Rhysa Carolina Plahinsce, de 14 anos, da 9ª série, já reservou um espaço em casa para plantar a nova muda ao lado da coleção de rosas que conserva com a mãe no quintal. “Tenho flor em casa para tudo quanto é lado. Sempre é bom plantar, seja uma árvore ou uma florzinha que seja”, disse.

ESPÉCIES – 
As mudas são provenientes dos 19 viveiros mantidos pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que produz cerca de 100 espécies nativas, inclusive as ameaçadas de extinção como Imbuia, Araucária e Peroba Rosa. Os viveiros ficam nos municípios de São José dos Pinhais, Morretes, Fernandes Pinheiro, Paulo Frontin, Guarapuava, Pato Branco, Salgado Filho, Toledo, Cascavel, Pitanga, Imbaú, Ivaiporã, Umuarama, Campo Mourão, Mandaguari, Ibiporã, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Paranavaí.



QUEIMADAS – O governador Ratinho Junior destacou também o forte trabalho de fiscalização implantado neste ano pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para evitar e conter queimadas no Estado. O instituto registrou 880 infrações, representando R$ 5,6 milhões em multas por queimadas até o momento em 2019. Foram ainda 1.150 infrações, somando R$ 12,2 milhões em multas por danos à flora e cortes de árvores. “É um trabalho coletivo, que além do IAP é feito pelos bombeiros e Força Verde. Tomamos todos os cuidados possíveis e ampliamos punições quando necessário”, afirmou.

Os números mais que dobraram se comparados com o mesmo período do ano passado. Em 2018 foram contabilizadas no Estado 262 infrações e R$ 2,4 milhões em multas por queimadas, além de 361 infrações e R$ 3,8 milhões em multas por corte de árvores e outros danos à flora.

“Mesmo no período de seca, o número de queimadas aqui é muito menor do que no restante do Brasil”, disse Márcio Nunes. O IAP trabalha também para mapear os remanescentes de vegetação nativa do Estado, com imagens de alta resolução e tecnologias atualizadas, para poder divulgar resultados confiáveis da vegetação paranaense.

PRESENÇAS – Participaram também da cerimônia o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimental Slaviero; e o diretor-presidente do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITCG), Mozarte de Quadros Junior.

FONTE:www.educacao.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=8557&tit=Escolas-e-alunos-recebem-413-mil-mudas-de-arvores-nativas

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Escola Segura chega a 40 colégios estaduais da Grande Curitiba

O programa Escola Segura, iniciativa do Governo do Paraná para ampliar a proteção de alunos e professores da rede estadual, está implantado 40 colégios estaduais da Grande Curitiba, contando com 77 policiais militares da reserva. O lançamento oficial na região foi feito nesta quarta-feira (11) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. No Paraná, o programa já beneficia alunos e professores de 71 colégios estaduais e conta com a atuação de 126 policiais militares.



Ratinho Junior disse que a ideia é que o programa seja ampliado gradativamente, para beneficiar o máximo de escolas possível. “O ambiente escolar precisa ser seguro e sadio, onde a criança e o jovem possam ter tranquilidade para estudar e aprender e os professores para ensinar. Acima de tudo, este programa ajuda a melhorar a segurança no entorno das escolas”, afirmou o governador.

Ele esteve no Colégio Estadual Elza Scherner Moro, em São José dos Pinhais, para o lançamento oficial. Na Região Metropolitana de Curitiba o programa beneficia escolas de Pinhais, São José dos Pinhais, Piraquara, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Campina Grande do Sul e Araucária. Além dessas cidades, Londrina (Norte) e Foz do Iguaçu (Oeste) já foram contempladas.

O programa é levado a comunidades escolares selecionadas a partir de critérios técnicos, para que esses ambientes tenham rotinas equilibradas, em respeito aos alunos, pais, professores, pedagogos e vizinhos. “Os pais têm a tranquilidade de saber que seus filhos estão em um ambiente seguro. Casos de estudantes que não queriam mais ir para a escola com medo de brigas e ameaças acabaram nos locais onde o programa foi implantado”, disse Ratinho Junior.

PATRULHA ESCOLAR –
 O trabalho do Escola Segura se soma às atividades preventivas já desempenhadas pelo Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), unidade responsável pelo treinamento dos policiais militares voluntários e que coordena o trabalho nos colégios estaduais.



“Trazer esse projeto para a Região Metropolitana é um passo importante. Ele já está consolidado nas cidades onde foi implantado. Os policiais se integram com os professores, pais e alunos e passam a ser uma referência naquele ambiente”, afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares.

INTEGRAÇÃO – O programa prevê a integração entre o corpo pedagógico das escolas e os policiais com foco na mediação de conflitos. “Os policiais são selecionados e treinados para trabalharem integrados com os diretores e o time pedagógico da escola”, disse o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.

“A comunidade escolar dos locais onde o programa foi implantado está elogiando muito. Os profissionais da educação podem se dedicar às questões pedagógicas e ao aprendizado do aluno, sem se preocupar com problemas de segurança”, ressaltou.

Os policiais fardados se revezam em dois horários (das 7h às 15h e das 15h às 23h) e se ocupam da segurança interna e do entorno. Os professores e a coordenação pedagógica desempenham papel preventivo de orientação, além de incentivar a participação da comunidade escolar em ações para coibir o tráfico e uso de drogas, violência, bullying e danos ao patrimônio público.



ONZE CIDADES – Além das nove cidades contempladas na Região Metropolitana de Curitiba, as rotinas do Escola Segura já estão em andamento em Foz do Iguaçu e em Londrina desde maio deste ano. Em Foz do Iguaçu, 20 policiais militares revezam cuidados em 10 colégios estaduais. Em Londrina, 21 colégios foram contemplados com o projeto, com apoio de 39 militares.

TREINAMENTO – O programa é executado por policiais que estavam na reserva e se inscreveram em um edital, passaram por uma seleção para confirmar se atendiam os critérios, além de testes físicos e psicológicos. Eles também participaram de um curso de aperfeiçoamento de 20 horas.

O sargento Marcus Reis Carneiro atenderá o segundo horário do Colégio Elza Scherner Moro, que tem 1.600 alunos estudando nos três turnos. “Estava há quase sete anos na reserva e este convite para participar no Escola Segura me fez sentir novamente motivado a trabalhar para população”, contou. “Aqui temos uma abordagem mais sutil e educada. Nossa presença ostensiva inibe as ações no entorno e os assuntos envolvendo estudantes são resolvidos junto com a equipe pedagógica, na conversa”, explicou.



De acordo com o diretor Márcio Bittencourt, muitos problemas já aconteceram no entorno da escola, como casos de pessoas de fora que pulam o muro para entrar no colégio e até um assassinato, há dez anos, próximo ao colégio. “Agora não só os alunos se sentem protegidos, mas a comunidade inteira. Temos crianças pequenas, de dez anos, e as mães tinham receio de deixá-las aqui”, afirmou. “Infelizmente, a região é violenta, mas com este trabalho conseguiremos diminuir e manter a escola como um ambiente seguro para os alunos estudarem”.


PRESENÇAS – Participaram da solenidade o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Péricles de Matos; o comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária, tenente-coronel Mário Jorge Alves Lopes; o prefeito em exercício de São José dos Pinhais, Thiago Bührer; o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Ricardo Silva; e os deputados estaduais Francisco Bührer, Alexandre Amaro e Missionário Ricardo Arruda.


Alunos, professores e pais destacam conquistas do Escola Segura

Com quatro meses de implantação, o Programa Escola Segura coleciona sucessos no Paraná. Alunos, pais, professores e diretores, além dos próprios policiais que atuam no projeto, comemoram os bons resultados da iniciativa, lançada em maio pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.




Espalhado por nove cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Londrina e Foz do Iguaçu, o programa reúne ações da Secretaria de Educação e Esporte e Secretaria da Segurança Pública para garantir um ambiente escolar mais saudável e seguro.

O programa mudou consideravelmente a rotina no colégio Lindaura R. Lucas, em São José dos Pinhais. Professora de história, Roseli Batista Luiz destaca o efeito dentro da sala de aula. “Os alunos respeitam porque sabem que tem uma pessoa a mais para nos ajudar a orientar”, afirma. “Tem alguém colocando respeito, mostrando segurança para pais, professores e funcionários”, complementa Silvestre Costa, professor de matemática.

Responsável pela vigilância da escola no turno da manhã e início da tarde, o Cabo Garcia ganhou uma espécie de fã clube no colégio. É comum ver o policial cercado por alunos em busca de orientação ou mesmo de uma conversa amiga antes de o sinal chamar para a sala de aula.

“Ele é bem legal, um amigo que nos traz uma sensação de segurança bem maior”, diz Natália Vernek, 13 anos, que cursa o 6º ano. “Conversa, orienta e cuida para que os alunos não saiam para fora da escola”, completa Matheus Felipe da Silva Veloso, 12 anos, também do 6º ano.


FOZ DO IGUAÇU - Foz a primeira cidade a receber o Escola Segura. Nos colégios contemplados pelo programa já foi possível verificar uma drástica redução nos índices de violência.

Velcir Junior Vonz, diretor do colégio Flávio Warken, explica que o programa trouxe benefícios internos e externos. “Os policiais têm nos ajudado bastante. Dentro da escola, percebemos uma maior organização e disciplina. Fora, a diminuição de ocorrências, inibindo o acesso de pessoas estranhas”, afirma.

Sensação de bem-estar e segurança repartida com os pais dos alunos. Marcio Teixeira, pai de um estudante do 7° ano do Flávio Warken, costuma deixar o filho todos os dias em frente à escola. Ele confirma as mudanças verificadas nos últimos meses nos arredores do centro educacional que atende 1.530 alunos. “Volto para casa com a sensação de segurança, de que nenhum estranho estará por ali”, afirma.

LONDRINA – Selecionada por ser a segunda maior cidade do Estado, Londrina tem 18 escolas contempladas pelo programa, com o apoio de 39 militares. Uma delas é o Colégio Estadual Professora Maria José Balzanelo Aguilera. Aluno do 8º ano vespertino, Paulo César Boleto conta que o primeiro impacto sentido foi o fim das confusões nos horários de saída e entrada para as aulas. “Acabaram as brigas. Agora vivemos um clima de verdadeira paz”, diz. O diretor do mesmo colégio, Norberto Giacomini, revela que esse clima de tranquilidade atinge também o corpo docente. “Todos se sentem mais seguros, protegidos dentro do local de trabalho”, afirma.

REGIÃO METROPOLITANA – O Escola Segura foi implantado oficialmente nos arredores de Curitiba no começo deste mês. Quarenta colégios estaduais de Pinhais, São José dos Pinhais, Piraquara, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Campina Grande do Sul e Araucária contam atualmente com o suporte de 78 policiais militares.

Piraquara tem cinco escolas no projeto. Entre elas, o Colégio Ivanete Martins de Souza, que viu os benefícios do programa se estender para a vizinhança. Proprietário de um pequeno comércio em frente a unidade e morador do bairro há 42, Jorli Lima da Silva diz que finalmente encontrou a paz. “Acabou com o costume daquele pessoal que ficava na rua aprontando. Todos nos sentimos mais seguros e confortáveis”.

Sensação compartilhada pela ambulante Vanilda Cândida Cordeiro, que há seis anos ganha a vida vendendo doces e salgadinhos na saída do colégio. “Antes vivíamos amedrontados com a presença de drogados, que chegavam a usar aqui em frente à minha banca. Prejudicava o comércio e gerava medo. Somente a presença do policial acabou com isso”, revela.

Calmaria que se reflete também do portão para dentro do centro de educação, conta a estudante Silvia Fernandes de Oliveira, de 13 anos, aluna da 8ª série. “Qualquer um pulava o muro e ficava apavorando lá dentro. Agora isso nunca mais aconteceu”, diz. “Eles pensam antes de fazer. Veem o policial e ficam inibidos”, completa Adriana Cristina Marques, que há 13 anos atua como inspetora no Ivanete Martins de Souza.

ARAUCÁRIA – Motorista de um aplicativo de transporte, Edmilson Afonso Borges conta que ficou espantado quando conheceu o programa e a estrutura oferecida pelo Colégio Estadual Marilze da Luz Brand. “Estou há um ano em Araucária. Lá em São Paulo, onde eu morava, não tinha visto algo semelhante, uma escola extremamente segura”, afirma. Opinião compartilhada pela filha, Rafaella Borges, aluna do 2º ano do ensino médio. “Me sinto segura. Sei que se acontecer alguma coisa, tenho a quem recorrer.”


Cabo tinha o sonho de ajudar a juventude



O cabo Marcelo José Fagundes de Oliveira trocou a aposentadoria que já durava cinco anos para voltar a usar a farda de policial militar e cuidar da segurança do Colégio Estadual Arnaldo F. Busato, em Pinhais, dentro do Programa Escola Segura.

Ele conta que ajudar a comunidade era um desejo antigo. “Sonhei um dia que estava dando uma palestra, mas não era uma igreja, era em uma sala de aula. Agora o sonho virou realidade”, diz. “O policial é cercado estigmas, que aqui conseguimos quebrar com a convivência, colaborando com a juventude”, completa.

A escola de Pinhais atende 800 alunos por turno. “Achei bacana a iniciativa. Temos menos gente lá fora, menos brigas e mais segurança”, afirma Maria Eduarda de Melo, do 9º ano.


Trabalho integrado melhora ambiente escolar

O programa Escola Segura prevê a integração entre o corpo pedagógico das escolas e os policiais. “É um compromisso que tiramos do papel. Nossos policiais ficam nas portas das escolas para cuidar dos alunos, dos professores e dar tranquilidade para os pais”, destacou Ratinho Junior.

O programa é executado por policiais que estavam na reserva e se inscreveram em um edital, passaram por uma seleção para confirmar se atendiam os critérios, além de testes físicos e psicológicos. Eles também participaram de um curso de aperfeiçoamento de 20 horas.

Com o programa, o Estado mantém policiais militares da reserva nos colégios estaduais em dois turnos: das 7h às 15h e das 15h às 23h. Cada escola conta com a presença de dois policiais voluntários. O programa já está implantado em 71 colégios estaduais e conta com a atuação de 126 PMs.

O trabalho é um complemento às atividades preventivas desempenhadas pelo Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), unidade responsável pelo treinamento dos policiais militares voluntários e que coordena o trabalho do projeto nos colégios estaduais. “Os policiais são selecionados e treinados para trabalharem integrados com os diretores e o time pedagógico da escola”, disse o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.

FONTE:http://www.educacao.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=8531&tit=Alunos-professores-e-pais-destacam-conquistas-do-Escola-Segura

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

"A nova Política Nacional de Alfabetização e o que diz a ciência da leitura"

"Ao final do século XX, no Brasil, fechou-se o viveiro do analfabetismo adulto. Isso porque, na década de 1980, o acesso à escola estava se universalizando para crianças com idades entre 7 e 14 anos. Em 1985, o MOBRAL, programa focado em alfabetização de adultos, deu lugar à Fundação Educar, direcionada à Educação de Jovens e Adultos.

A partir dos anos 1990, todavia, começou a ficar patente que nos defrontaríamos com outro problema: o analfabetismo funcional escolarizado, ou seja, pessoas que frequentaram o ensino formal, até superior, mas têm dificuldades para entender textos simples.

No Brasil, 48% da população de 15 a 24 anos apresentou níveis de alfabetismo funcional rudimentar e elementar no INAF 2018, o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional, divulgado pela Ação Educativa e Instituto Paulo Montenegro. Essa condição - analfabetismo funcional escolarizado e baixos níveis de alfabetismo funcional – certamente atrasa o desenvolvimento do país. Isso começou a acontecer em nosso país antes mesmo que tivéssemos debelado o analfabetismo adulto, cuja taxa agora cai mais lentamente."
"Aqui, embora 96% da população portadora de diploma de ensino superior seja funcionalmente alfabetizada, apenas 34% dela atinge nível pleno de proficiência na escala do INAF 2018.

Imagem: Reprodução | Pixabay.


Pode ser surpreendente para os leigos, mas o problema do baixo desempenho em leitura, de baixos níveis de alfabetismo funcional, ainda que em proporção muito inferior ao que ocorre em nossa experiência, acomete também países desenvolvidos.

Nossa situação é diferente da deles. Não somente em função da magnitude do problema. Nesses países o avanço da pesquisa científica pôs à disposição da sociedade meios para debelar o problema. Políticas educacionais incorporaram o estado da arte em ciência cognitiva da leitura de modo a manejá-lo e contê-lo. Isso, todavia, não é feito sem obstáculos. E nesse caso somos semelhantes.

O Brasil se atrasou muito nessa questão. A comparação com um país desenvolvido como os EUA é, mais uma vez, surpreendente. Mas esclarecedora.

Em seu número de março de 2002, a revista Scientific American publicou artigo escrito por cinco dos maiores pesquisadores da ciência cognitiva da leitura. O resumo de apresentação do artigo dizia: não é de hoje que educadores debatem a melhor maneira de ensinar crianças a ler. A pesquisa científica mostra, todavia, que um método de ensino de leitura altamente popular entre eles é fundamentalmente ineficaz."
"Em 2003 e 2011, publicações brasileiras, de iniciativa da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e da Academia Brasileira de Ciência, resumiram, e puseram à disposição do país, uma atualização de nível mundial dos achados de pesquisa científica sobre leitura. Mas as políticas educacionais de alfabetização e ensino de leitura continuaram defasadas desses conhecimentos.

Resultado de imagem para fotos de alunos escrevendo

E hoje, em 2019, entre educadores brasileiros, continua a ocorrer o que a Scientific American informava ocorrer entre educadores dos EUA em 2002.

Algo, no entanto, se moveu. Sob os auspícios da Secretaria Nacional de Alfabetização do Ministério da Educação uma nova Política Nacional de Alfabetização, dessa vez alinhada com o estado da arte em ciência cognitiva da leitura, foi desenhada e está em processo de implantação.

Ela define o que é ALFABETIZAR nos termos da ciência cognitiva da leitura, preconiza o uso de evidências científicas e estabelece como princípio a ênfase em seis componentes essenciais à alfabetização, do mesmo modo, em consonância com o estado da arte em ciência cognitiva da leitura: consciência fonêmica, instrução fônica sistemática, fluência em leitura oral, desenvolvimento de vocabulário, compreensão de textos e produção escrita.

É nosso dever conhecê-la e apoiá-la.

* Luiz Carlos Faria da Silva é doutor em Educação pela Universidade de Campinas (Unicamp) e professor no Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM)."

FONTE:https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/a-nova-politica-nacional-de-alfabetizacao-e-o-que-diz-a-ciencia-da-leitura/

"Estudo reforça evidência de que a instrução direta é mais eficaz que o construtivismo"

"Alunos aprendem quando o ensino é sistemático, explícito, em que o estudante não orienta o andamento das aulas, mas segue o professor, que é quem comanda o processo de aprendizagem. Isso é o que aponta uma pesquisa publicada na mais conceituada revista acadêmica de Educação do mundo, a Review of Educational Research, primeira no ranking de impacto do Scimago Journal Ranking, indicador internacional utilizado para medir a qualidade de estudos científicos."

Foto: Pixabay.

"A partir de um levantamento feito com resultados de 328 estudos publicados em 50 anos, entre 1966 e 2016, sobre diferentes métodos para ensinar, focando em 4 mil efeitos, quatro pesquisadores da Universidade de Oregon chegaram à conclusão que a “instrução direta”, que parte do princípio que todos os alunos podem aprender, desde que recebam instruções bem planejadas, tem resultados mais robustos comparados com outros métodos.

Os alunos na instrução direta aprendem mais e com rapidez.
Além disso, ao longo do tempo, têm mais autoestima e não perdem o que aprenderam, mesmo se submetidos a um método pior.
Segundo a pesquisa, isso é assim porque, pelas evidências científicas, na instrução direta:
-os alunos dominam conhecimentos básicos que são pré-requisito para conceitos mais complexos – busca-se que o aluno tenha um repertório mínimo para cada etapa antes de avançar;
-a instrução é clara, não ambígua;ao invés de ter um conceito defeituoso formado por si mesmo, o aluno aprende diretamente (não precisa ‘reinventar a roda’) – dito em outras palavras, o estudo mostra que é mais fácil aprender algo novo do que corrigir um conceito defeituoso, mal aprendido;
-o aluno está na série correta de acordo com o que sabe, nem à frente, nem atrasado;
-o aluno recebe um reforço positivo para celebrar seus avanços e, só depois de aprender o básico, é estimulado a produzir ciência (investigar e desenvolver novos conhecimentos).

A pesquisa cita como exemplo de “instrução direta” o modelo inventado pelo pesquisador Siegfried Engelmann, na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos.
E aponta como menos eficazes:

-o construtivismo, quando o aluno teoricamente seria protagonista na construção do conhecimento, mas, na prática, é muitas vezes colocado na situação de ter de ‘adivinhar’ conceitos – crianças de maior vulnerabilidade social são as principais prejudicadas por esse modelo, por terem menos recursos em seu entorno familiar;
-a abordagem desenvolvimentista, que ensina de acordo com padrões comportamentais (evidências do estudo mostram que o ensino direto aumenta a autoestima da criança e, por consequência, seu comportamento);
-as teorias de estilos de aprendizagem, baseadas na tese de que cada pessoa tem uma forma diferente para aprender."

"Por que o construtivismo é preferido à instrução direta"?

Na conclusão do artigo, os pesquisadores se perguntam por que, apesar de apresentar evidências científicas muito melhores para a aprendizagem, a instrução direta é deixada de lado pelos educadores que adotam, principalmente nos Estados Unidos, o construtivismo.

Segundo os pesquisadores, além de questões políticas, apontadas em estudo de 1998, há outros motivos pelos quais não se fomenta mais a utilização da instrução direta:

-a tese de que a criança deve conduzir a aprendizagem e não o professor;
-a ideia de que a instrução direta, de alguma forma, oprimiria os alunos ou lhes traria algum tipo de trauma;
-a opinião de que, ao dar a instrução direta, o aluno fica impedido de fazer qualquer crítica – o que seria exatamente o contrário, quanto mais domina os conhecimentos, mais o estudante será capaz de fazer críticas a eles;
-a ideia de que a instrução direta sufoque a personalidade dos professores, o que, segundo os autores do estudo, não é verdade: na instrução direta o professor é o protagonista e se sente recompensado com o bom desempenho dos alunos. “Na verdade, as apresentações cuidadosamente testadas nos programas liberam os professores de outras preocupações e permitem que eles se concentrem mais nas respostas de seus alunos e garantam sua compreensão”, apontam os pesquisadores."

FONTE::https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/estudo-reforca-evidencia-de-que-a-instrucao-direta-e-mais-eficaz-que-o-construtivismo/

Professor fofo viraliza após desabafo de aluna em prova de matemática...


Um professor de matemática tentando ajudar uma aluna viralizou hoje após trecho da prova ser compartilhado no Twitter.... 

Na imagem, é possível ver que a garota acertou a questão, mas ela não estava confiante no que tinha feito, tanto que deixou um recado para o professor.... 

Professor corrige desabafo de aluna e viraliza - Reprodução/Twitter

"Jorge, eu sou uma decepção em matemática, então não se assusta com o meu zero", escreveu, acrescentando ainda um pedido especial. "PS: Me dá ponto?"....

Já o professor arrumou a frase da menina durante a correção, riscando algumas palavras e acrescentando outras. "Jorge, eu não sou uma decepção em matemática! Então me ajuda a entender melhor?". 

"Claro!", respondeu o professor para a pergunta que ele mesmo planejou, acrescentando ainda que "não há necessidade" de dar um ponto para ela, já que a questão estava certa. Ao todo, o post rendeu quase 82 mil curtidas e 12 mil retweets. 

Veja abaixo as melhores reações: ...

-vei o meu professor de matemática na prova da minha amiga kkkkkkkkk que fofo...
-Uma vez um amigo escreveu "seja o que Deus quiser" na prova e o professor de matemática respondeu "ele não quis" KKKKKKK...

-eu no oitavo ano esqueci de colocar meu nome na prova daí quando o prof tava entregando a minha ficou por último e ele disse "vou ter que te dar zero" e eu implorei pra ele corrigir e não me dar zero acabou que ele cedeu e corrigiu mas eu tirei zero mesmo assim não acertei nada .

Especialistas ouvidos pelo UOL dizem que a atitude de Jorge é um exemplo para as escolas que querem ensinar no século 21. 

"Além de ter sido humano, esse professor deu uma aula de empatia", avalia a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas). 

"Ele é um exemplo do tipo de educador que a gente precisa para as escolas no século 21." 

Professor de matemática, o gerente de Inteligência Educacional do Sistema de Ensino Poliedro, Fernando do Espiritu Santo, concorda: 

"Esse caso vem em um momento importante para a nossa educação. É o caminho para este século, porque chegou a hora de humanizar as relações... 

FONTE:https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/09/11/professor-da-a-melhor-resposta-apos-desabafo-em-prova-de-matermatica.htm

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

"Paraná quer implantar reconhecimento facial de alunos nas escolas estaduais"

"A recém-anunciada parceria entre o governo do Paraná e a Microsoft prevê ferramentas de gestão, de organização pessoal e até mesmo de aprendizado nas escolas estaduais. Além disso, outra tecnologia da empresa norte-americana que a administração de Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) estuda adotar nas escolas é a API (conjunto de rotinas e padrões de programação) de detecção facial do sistema Azure".

Renato Feder, secretário estadual da Educação e Esporte


“A gente está testando neste ano diversas alternativas para ver qual vamos adotar para lançar no ano que vem”, conta Renato Feder, secretário estadual da Educação e Esporte. “Quando o aluno entrar na escola, o software já vai reconhecê-lo e lançar a presença no sistema.” A ideia é dar mais segurança, uma vez que pessoas estranhas ao ambiente escolar serão detectadas imediatamente, e mais confiabilidade ao processo de chamada."

FONTE:https://www.gazetadopovo.com.br/parana/breves/reconhecimento-facial-alunos-escolas-pr/

"Governo prorroga contratos, abre mão de prova e vai discutir PSS com professores"

"Depois de ventilar a ideia de incluir prova e banca no Processo Seletivo Simplificado (PSS) de professores temporários, o governo do estado voltou atrás e decidiu manter as regras que já estavam em vigor. Com isso, os professores que serão contratados para 2020 serão selecionados por uma prova de títulos que considera escolaridade, tempo de serviço e aperfeiçoamento profissional, como vinha acontecendo.

A decisão foi anunciada em reunião entre representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seed) e do Esporte e da APP-Sindicato, entidade que representa os professores e servidores da rede estadual de ensino, realizada na quinta-feira (08). De acordo com o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, o tema e a decisão são de extrema importância. “Estamos falando de 20 mil professores que já tem contratos precários, sem direitos como FGTS e atendimento à saúde como os demais servidores. O governo vinha anunciando um processo muito parecido com um concurso com prova e banca para contratar profissionais para atuar por apenas um ou dois anos. Na greve, uma das pautas era a manutenção dos atuais critérios e a abertura de concurso público”, diz.

Contratos de PSS serão prorrogados até julho de 2020.


Além de acatar o pedido da APP-Sindicato para não alterar o processo seletivo agora, o governo se comprometeu a estender os contratos dos temporários que já estão atuando no ensino estadual para poder reformular o PSS em parceria com representantes dos professores estaduais. “Vamos ter uma prorrogação dos contratos dos professores que estão atualmente atuando pelo PSS até julho de 2020. A partir daí temos como objetivo estar aplicando o novo modelo que vamos construir”, explica o chefe de gabinete da Seed, Josimar Bochine. Assim, o processo seletivo que será aberto no fim do ano deve contemplar apenas disciplinas de cursos novos.

Para essa reformulação foi criado um grupo de trabalho para discutir propostas para o novo PSS. Além disso, o grupo vai debater os detalhes para a contratação de professores efetivos para a rede estadual. Por enquanto, ainda não há previsão para a seleção, mas este deve ser o foco principal da APP-Sindicato. “Vamos defender sobretudo a realização de concurso público”, diz Leão.

O primeiro encontro do grupo, que terá reuniões mensais, está marcado para 28 de agosto. Devem ser oito membros, embora os integrantes não sejam fixos. “De acordo com os assuntos de cada reunião, serão chamadas pessoas especializadas. Acho que em um ano conseguimos montar um trabalho bem legal com eles”, avalia Bochine."

FONTE:https://www.gazetadopovo.com.br/parana/pss-parana-professores-contratos-prorrogados/


"Parceria traz série de softwares da Microsoft para escolas estaduais do Paraná"

"O governo do Paraná e a Microsoft Brasil firmaram na manhã desta quarta-feira (14) um protocolo de intenções e colaboração mútua. O trabalho conjunto terá início com uma solução para gestão escolar e a disponibilização de aplicativos da empresa, mas já é discutida a ampliação para áreas como a segurança pública."

Presidente da Microsoft Brasil, Tania Cosentino, fala sobre a parceria com o governo do estado

"O primeiro resultado da parceria será a implantação, em todas as escolas estaduais, do PowerBI, ferramenta de inteligência de negócios (BI, na sigla em inglês) utilizada por empresas de todo o mundo para visualização em tempo real de relatórios.

Segundo o secretário estadual da Educação e Esporte, Renato Feder, a solução estará em uso nos próximos dias. “Essa é provavelmente a melhor ferramenta do mundo, que dará aos gestores informações de presença, notas, conteúdos, ações, como os professores estão indo, qual matéria está sendo dada, quais aulas aconteceram”, explica. “É uma plataforma que funcionará em favor da administração da escola, acessível ao diretor, ao professor, da forma como gestores de empresas de todo o mundo já utilizam.”

A licença para uso da ferramenta será disponibilizada ao governo do estado de forma gratuita pela Microsoft. De acordo com a presidente da companhia, Tania Cosentino, o Paraná é o primeiro estado do Brasil a firmar parceria nessa área. “Estamos colocando nossos técnicos do Brasil e também especialistas do mundo para suportar o projeto, que é uma espécie de think tank”, diz. “Vamos trazer ideias e também capturar ideias que o governador e sua equipe têm para que a gente possa construir coisas novas.”

"O convênio prevê ainda acesso por parte das escolas estaduais a plataformas como o Office 365 para Educação, que funciona na nuvem. Também serão disponibilizadas ferramentas para apoio acadêmico e treinamentos, como o OneNote para Professores e o conteúdo hacking Stem. “São ferramentas que vão fomentar a criatividade e a colaboração e mudar o engajamento entre professor e aluno, tornando a escola mais atrativa para o aluno”, diz Tania. “Não é só tornar o aprendizado mais lúdico, mas também levar a tecnologia para as crianças desde cedo, já que lidar com ela será uma habilidade crítica fundamental no futuro dos alunos.”

Está incluída ainda a oferta de capacitação do corpo docente por meio do programa Professores Embaixadores, para inserção de tecnologia no processo de aprendizagem por meio de ferramentas cedidas no acordo, e acesso ao portal de colaboração mundial para professores e diretores de escolas, a Comunidade de Educadores Microsoft."

"Professores já fazem controle de presença com aplicativo de celular"

O diretor-presidente da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), Alan Costa, considera que as iniciativas caminham ao encontro da proposta do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) de tornar o Paraná o estado mais inovador do país. “O benefício dessa parceria vai ser sentido direta e concretamente pelos gestores das escolas, pelo estado do Paraná, mas principalmente pelos os alunos.”

Na cerimônia de assinatura do protocolo de intenções, Ratinho Junior disse que a adoção da tecnologia dá sequência a outras iniciativas adotadas pela Secretaria Estadual da Educação e Esporte (Seed) como o programa Presente na Escola, que implantou o controle de presença dos alunos feito pelos professores por meio de um aplicativo para celular.

“Antes, as informações de evasão eram repassadas à Seed a cada 60 dias”, conta Ratinho. Segundo ele, em três meses, o índice de presença nas escolas passou de 85% para 92%. “São milhares de alunos na escola que poderiam estar na rua.”

As negociações para a formalização da parceria entre governo do estado e Microsoft tiveram início em maio, quando representantes da empresa foram recebidos pelo presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), José Eduardo Bekin, no Palácio Iguaçu. Em julho, o governador esteve na sede da Microsoft em Nova York para conhecer soluções na área de segurança pública."

Fonte:https://www.gazetadopovo.com.br/parana/parceria-microsoft-escolas-pr/

"Paraná quer ofertar aula de robótica nas escolas estaduais: saiba quando e como será"

"A partir do próximo ano letivo, as 2.143 escolas estaduais do Paraná podem passar a ofertar aulas de programação e robótica. É o que pretende a Secretaria de Estado da Educação do Esporte (Seed), que iniciou testes em escolas piloto neste semestre. A intenção é incluir quatro horas semanais da disciplina no contraturno escolar de turmas dos níveis fundamental II e médio."

Alunos do Colégio Estadual Padre Cláudio Morelli, em Curitiba, com robô construído para participar do torneio First Lego League
"Alunos do Colégio Estadual Padre Cláudio Morelli, em Curitiba,
com robô construído para participar do torneio First Lego League|
 Foto: Arnaldo Alves.

"A partir do próximo ano letivo, as 2.143 escolas estaduais do Paraná podem passar a ofertar aulas de programação e robótica. É o que pretende a Secretaria de Estado da Educação do Esporte (Seed), que iniciou testes em escolas piloto neste semestre. A intenção é incluir quatro horas semanais da disciplina no contraturno escolar de turmas dos níveis fundamental II e médio.

O objetivo é preparar os alunos para o mercado de trabalho futuro, além ajudá-los a identificar problemas e apontar soluções por meio da experimentação. “É uma tendência mundial”, diz Claudia Cristina Muller, do Departamento de Tecnologias Educacionais da Seed. “Não é só a questão tecnológica, mas o trabalhar em cooperação, dialogar, tomar decisões, pensar em estratégias para resolver demandas por meio da inteligência coletiva e do pensamento computacional.”

No momento, a secretaria avalia a melhor forma para implantação da disciplina e o impacto financeiro da medida. “Vamos aproveitar os laboratórios de informática, mas algumas escolas precisam modernizar seus equipamentos”, diz Claudia. Outra aquisição necessária serão os kits de robótica com os quais os alunos trabalharão.

Em relação a recursos humanos, estão previstos cursos de formação para professores, de forma online e presencial. “Não pretendemos contratar especialistas; a ideia é incluir a matéria na carga horária dos docentes que já atuam na rede estadual de educação.”

Segundo ela, as aulas de robótica serão disponibilizadas para alunos a partir do sexto ano do ensino fundamental. “Alguns projetos, que envolvam programação em código puro, por exemplo, serão voltados aos dois últimos anos do fundamental e aos estudantes de nível médio”, diz.

Nova forma de aprender

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que define o conjunto de aprendizagens essenciais que escolas públicas e privadas do país devem promover. Entre 10 competências gerais da educação básica, o BNCC inclui “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”.

“A ideia está alinhada com o BNCC e com o objetivo 4 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que fala sobre o ensino de qualidade”, ressalta Claudia.

João Vilhete Viegas d’Abreu, pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que a inserção de novas tecnologias na matriz curricular da educação básica pode potencializar e diversificar a forma de aprender qualquer assunto. “Normalmente se dá mais ênfase na área de exatas, mas a robótica e a programação podem perpassar todas as disciplinas.”

Ao se construir uma determinada máquina e programá-la para executar uma tarefa, os alunos podem ser orientados a descrevê-la em um manual ou relatório do projeto. “Isso envolve o aprendizado da língua, saber interpretar, escrever”, ressalta o pesquisador, que trabalha com a área de robótica e tecnologias educacionais desde 1987.

Para ele, desde que são alfabetizadas, crianças já podem interagir com alguns artefatos tecnológicos, inicialmente de maneira mais lúdica. “Pode-se trabalhar em todos os níveis de educação, com os aprofundamentos condizentes com a faixa etária e com o currículo que está sendo trabalhado”, afirma."

Projetos piloto

Algumas escolas paranaenses desenvolvem pilotos do programa que a Seed pretende ampliar para todo o estado no ano que vem. A secretaria acompanha os trabalhos desenvolvidos e avalia o que pode ser replicado, melhorado ou adaptado às realidades de outras instituições.

Entre as selecionadas está o Colégio Estadual Padre Claudio Morelli, no bairro Umbará, em Curitiba, que já é considerado referência no uso de novas tecnologias. Lá, o professor de matemática Thadeu Miqueletto coordena uma oficina de robótica que começou em 2015 timidamente e hoje envolve 30 adolescentes que participam de segunda a sexta-feira.

Na época, Miqueletto era mestrando na Universidade Federal do Paraná (UFPR), e conheceu o kit de robótica da Lego, que levou à escola para trabalhar com alguns alunos. A iniciativa cresceu rapidamente e, em 2017, a Seed supriu o professor com carga horária para a atividade, que até então era executada de forma voluntária.

“Agora temos que fazer seleção todos os anos, porque muita gente que participar”, conta o diretor Luciano Kaminski. Com uma equipe batizada de Doctors Machines, o colégio participa anualmente de grandes competições nacionais, como a Olimpíada Brasileira de Robótica e a First Lego League. “Os alunos que participam da oficina têm autonomia, como são monitores deles mesmos, criam responsabilidades e maturidade.”

O Colégio Estadual do Paraná (CEP) é outro que ministra oficinas de robótica. Recentemente, a instituição adquiriu duas impressoras 3D que ficam disponíveis para os alunos construírem objetos tridimensionais que compõem protótipos ou servem como modelos de estudos. “Há escolas na capital e no interior que já contam com clubes de robótica, mas por iniciativa própria”, diz Claudia Muller, da Seed. “Estamos testando ferramentas e plataformas para avaliar quais vamos usar nessas aulas semanais.”

Em maio, a Seed sediou, em Curitiba, a edição de 2019 do Scratch Day, evento que tem como objetivo desmistificar a programação e estimular a aprendizagem criativa. O Scratch é um software gratuito de programação em blocos, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, da sigla em inglês). A ideia é que qualquer pessoa consiga programar com o software, que é bastante intuitivo. Mais de 300 pessoas, entre alunos e professores, participaram do evento.

Ainda dentro das experiências conduzidas pela Seed, entre 11 e 13 de setembro, em uma parceria com o Google Play, seis escolas estaduais de Curitiba envolverão alunas de nível médio para desenvolver ideias para o desafio Change The Game, que tem o objetivo de incentivar a representatividade feminina no mundo de jogos para celular.

Tecnologias na educação

A inclusão de aulas de programação e robótica nas escolas estaduais faz parte de uma série de medidas do governo do estado de inserir tecnologia e inovação no contexto da educação. Em agosto, o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e a presidente da Microsoft Brasil, Tania Consentino, assinaram uma parceria inédita no país, que prevê acesso gratuito, para todas as escolas da rede estadual, a plataformas como o Office 365 para Educação e o Power BI.

No início do ano, a Seed implantou o programa Presente na Escola, que permite que professores controlem a presença dos alunos por meio de um aplicativo para celular, o que reduziu o índice de faltas, segundo a secretaria. Para o ano que vem, a pasta estuda adotar um sistema de reconhecimento facial na entrada das escolas, segundo afirmou o secretário Renato Feder no mês passado.

FONTE:https://www.gazetadopovo.com.br/parana/escolas-estaduais-programacao-robotica-novas-aulas-contraturno/



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

"Quem é Charlotte Iserbyt e a teoria da educação projetada para nos tornar burros"

"Nascida em 1930, Charlotte Thomson Iserbyt, com seus 89 anos de idade, parece ser uma daquelas velhinhas serenas, pacíficas e amorosas que estão prestes a fazer cafuné em alguma criança fofa ou então a preparar um delicioso bolo de fubá assim que alguém anuncia um novo vizinho no bairro. Mas ela não é nada disso. Na verdade, é bem feroz, implacável e impiedosa contra o inimigo que combate há mais de quarenta anos. E, para sermos honestos, é como esperamos que ela se comporte quando enfim desembarcar no Brasil na semana do dia 26 de agosto, para uma palestra a ser proferida na Fundação Alexandre de Gusmão, a escola para os diplomatas do Itamaraty, e cujo tema será “Política Educacional Globalista”.

Este parece ser um dos tentáculos da doença que Iserbyt quer destruir desde 1970, quando começou a recolher dados assustadores sobre o sistema educacional americano. Não à toa que a chamam de “the consumate whistleblower” – a informante por excelência. Ela participou da maioria dos conselhos escolares oficiais e não oficiais nas comunidades dos EUA, chegando ao ápice de ter sido nomeada, durante o primeiro governo Reagan (1980-84), como conselheira de políticas públicas do Escritório de Pesquisa Educacional e Aperfeiçoamento, um dos inúmeros braços do Departamento de Educação, o MEC deles.

Na época, Reagan dizia que queria acabar completamente com o tal departamento. Não conseguiu (colocaram a culpa no Partido Democrata, como sempre). Mas Iserbyt fez algo semelhante, ao usar as engrenagens do sistema para denunciar um documento chamado “O que nós podemos fazer para controlar e manipular as escolas”, publicado na revista conservadora Human Events. O “nós” do título era nada mais, nada menos que os burocratas que controlavam o Departamento de Educação. Obviamente, depois do vazamento, Iserbyt foi obrigada a sair do seu cargo de conselheira.

Porém, o estrago já estava feito. Nos anos seguintes, ela passou a coligir artigos, livros, pesquisas, leis e mais documentos para depois lançá-los, no ano de 1999, em um tomo gigantesco de mais de 700 páginas intitulado the deliberate dumbing down of america (assim mesmo, em minúsculas, uma idiossincrasia que esperamos ser mantida na sua tradução nacional, a ser lançada aqui pela editora Instituto Sofia Perennis com o nome “A idiotização proposital da América”, no claro intuito de aproveitar a vinda da autora).

Trata-se de uma obra apavorante, digna de um filme de horror. Não por causa do rigor da sua autora, é claro, mas sim por causa do tema abordado. Por meio de uma cronologia que vai de década a década, Iserbyt costura uma narrativa com fatos e documentos, além das declarações de educadores, psiquiatras, pedagogos, professores, políticos e jornalistas que nos fazem acreditar que a falência da educação americana foi feita como se fosse algo realmente deliberado, e que essa moléstia se espalhou para o resto do mundo graças ao globalismo, uma espécie de "pseudorreligião" que os burocratas do espírito defendem com unhas e dentes.

Em termos históricos, ela mostra que, graças às pesquisas de comportamento feitas por B.F. Skinner e os experimentos pragmáticos elaborados por John Dewey, o que antes era uma educação dedicada à formação da personalidade individual, responsabilizando integralmente o sujeito pelos seus atos e pensamentos, agora tornou-se um laboratório para condicionar o comportamento humano, pronto para destruir a sua capacidade de praticar o livre-arbítrio. Ao contrário do que muitos ingênuos possam pensar, esta não foi uma ideia que ficou apenas na cabeça de uma minoria; ela se instalou como um parasita na mente de cada burocrata, de cada político e de cada jornalista dos EUA, todos colaborando para a criação de uma estrutura tecnológica que invadiu a vida pessoal de cada cidadão, com apenas uma única (e perversa) intenção nas suas decisões públicas: transformar o ser humano em um mero animal.

Imagem do clipe da música “Another brick in the wall”, de Pink Floyd.

O raciocínio de Iserbyt é muito semelhante ao de um outro livro inquietante sobre o mesmo assunto – o francês Maquiavel Pedagogo (Vide Editorial), escrito por Pascal Benardin. Não é por acaso que ela também o cita no decorrer da sua narrativa. Ambos fazem uma leitura minuciosa de documentos, sejam do Departamento de Educação americano, sejam da UNESCO ou da ONU, e chegam à mesma conclusão: há, de fato, um plano para nos tornar cada vez mais burros e, assim, destruir por dentro a soberania de cada nação que não se render diante da sutil coerção dos organismos supranacionais. E o eixo de todo esse processo é justamente o tema da palestra que Iserbyt dará para os jovens do Itamaraty, o tal do “Projeto Educacional Globalista”.

Apesar do nítido tom de “teoria da conspiração” que há nas obras de Iserbyt e Bernardin, não podemos negar duas coisas: a primeira é que ela é uma excelente crítica cultural, precisa nos conceitos, afiada na escolha dos documentos a serem analisados e arguta na sua conclusão implacável; a segunda é que, no fundo, nem ela, nem Pascal Bernardin estão errados. Ambos estão certos em seus pressupostos e nas consequências que extraíram durante as suas experiências com os seus respectivos sistemas educacionais analisados.

Pois trata-se de um fato que, a cada ano que passa, a sociedade moderna se aperfeiçoou no progresso da sua tecnologia, mas esqueceu-se que o preço disto tudo foi a morte do espírito. É evidente que estamos cada vez mais próximos de uma estupidez não só deliberada, mas sobretudo permanente. O globalismo que Iserbyt declarou como seu inimigo é uma estrutura digna dos contos de H.P. Lovecraft, na qual nós somos mais uma engrenagem em um pandemônio infernal que, a longo prazo, afetará a alma das nossas crianças – e, portanto, o destino do futuro de qualquer país que deseja manter o mínimo de dignidade.

Todo este ambiente faz parte de um dos componentes centrais do projeto de poder do governo Jair Bolsonaro – o da “guerra cultural”. Oriundo do termo kulturkampf, surgido na Alemanha no final do século XIX e que ali tornou-se uma verdadeira obsessão no início do século XX, culminando naquele acontecimento apocalíptico chamado “Primeira Guerra Mundial”, este novo tipo de conflito – que não usa armas ou bombas, mas atinge a consciência individual – passou por diversas metamorfoses até ser usada tanto pela esquerda como a direita americanas na década de 1960, depois no auge dos anos 1980 e 1990, quando ninguém mais sabia o que era mentira e o que era verdade. Como sempre acontece no Brasil, a “guerra cultural” virou um pastiche, mais uma daquelas alucinações dignas do Festival de Besteiras que Assolam o País descrito por Stanislaw Ponte Preta, que, ao ser apossada por uma determinada parte da direita tupiniquim – para ser exato, uma parcela nitidamente neointegralista –, foi capaz de deformar uma meia-verdade (a doutrinação gramsciana nas escolas e nas universidades) e torná-la uma realidade monomaníaca, que fez a fama de várias pessoas, da Escola Sem Partido a Olavo de Carvalho, passando pelos três filhos do Presidente da República.

Portanto, alguém precisa informar à Charlotte Iserbyt que a sua ida ao Brasil vem para fomentar algo que se opõe frontalmente a tudo o que ela defendeu em sua obra. A “guerra cultural” descrita em suas denúncias não é uma fábrica para criar um novo tipo de economia estruturada em torno do Estado Patrimonialista brasileiro. É algo pior: trata-se de uma guerra deliberada contra o espírito humano. As circunstâncias americanas e as brasileiras são semelhantes por analogia, mas completamente diferentes nas suas essências concretas. A própria Iserbyt mostra, em seus textos, soluções práticas que o cidadão americano consegue obter contra este embrutecimento da alma, como uma desobediência civil baseada principalmente em protestos comunitários, o boicote no pagamento de taxas e de impostos e, last but not least, o homeschooling – a educação em casa, feita pela própria família da criança. O globalismo pode até tentar impedir a realização desta última saída, mas ainda assim os EUA têm uma Constituição que permite a liberdade individual, algo que não existe (e nunca existiu) no Brasil, que, na sua carta magna, esqueceu-se do indivíduo e lembrou-se apenas da isonomia democrática que sempre foi a origem daquilo que Tocqueville mais temia: a tirania da maioria."
"Se a visita de Iserbyt for realmente válida (e honesta), sugiro que o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a leve para conhecer um pouco da realidade concreta de um professor brasileiro – em especial, um professor que não seja viciado pelas bobagens de um Paulo Freire, muito menos enfeitiçado pela tecnocracia de um Instituto Ayrton Senna, mas que queira somente fazer o que a sua vocação exige: ensinar crianças que desejam ser educadas. Se algo semelhante for feito, é quase certo que Iserbyt verificará algo que nem o seu tomo gigantesco conseguiu registrar: ela testemunhará professores que, apesar da disfunção sistêmica do Estado, pagam do seu próprio bolso para burlar as exigências educacionais das apostilas recheadas de jargões politicamente corretos (pois todas as impressoras da escola foram recolhidas sem aviso); enfrentam alunos que se renderam à epidemia das drogas e da bandidagem sem nenhuma arma; são boicotados pelos coordenadores porque simplesmente não se vergam diante do corporativismo público; e, por isso, conforme o relato da professora Paula Rosiska publicado há alguns dias no Twitter, vivem com medo de darem suas aulas, já que não têm nenhuma vontade de serem agredidos, tanto pelos estudantes como pelos burocratas que os sufocam com suas decisões arbitrárias, feitas de cima para baixo, e sem nenhuma preocupação com quem realmente assume o risco da empreitada.

Discorrer sobre a “política educacional globalista” em um auditório cheio de funcionários públicos de primeira categoria é fácil. O que eu gostaria de realmente ver é como Charlotte Iserbyt, justamente por causa da sua implacável honestidade intelectual, perceberá que sua palestra no Itamaraty é uma amostra de que ela é mais uma vítima do “fetichismo do conceito” que sempre atacou a nossa elite política – demonstrado aqui pela preferência de discutir um globalismo que é apenas uma abstração em nosso dia a dia em vez de atacar uma epidemia nacional que tem sua origem na mesma “revolta das elites” que organizou tanto a esquerda do PT como também a ascensão de uma direita que continua naquela guerra deliberada contra o espírito humano.

Portanto, fica aqui o aviso para que Charlotte Thomson Iserbyt, esta nobre senhora defensora da educação que respeita a liberdade humana, não entre no engodo de ter suas ideias usadas por um governo que, mesmo sendo contra a hegemonia gramsciana, praticará o que qualquer aparelho digno do nosso totalitarismo cultural sempre fez: destruir a alma das nossas crianças para depois colocá-las no moedor de carne que é o mercado de trabalho, a única coisa interessante para um país cujo pragmatismo técnico é, no final, o irmão gêmeo do tão temido globalismo que o bolsolavismo alega combater. Se a boa velhinha não perceber isso, então só podemos terminar este artigo parafraseando a antológica prece dita por um malfadado ex-deputado federal durante uma das nossas encruzilhadas históricas: Que Deus tenha misericórdia desta mulher."

"* Nota do editor (em 22 de agosto de 2019, às 16h): Após sofrer um acidente, Charlotte Iserbyt adiou a sua vinda ao Brasil. De acordo com o Itamaraty, o evento ainda não foi remarcado.

20 years of schoolin' and they put you on the day shift.
Bob Dylan, “Subterranean Homesick Blues”

FONTE:https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/quem-e-charlotte-iserbyt-e-a-teoria-da-educacao-projetada-para-nos-tornar-burros/